KEYNOTE DE ABERTURA                                                              

ÂNGELA LEVY

 Ângela Levy começou na área de tradução fazendo sight translations em inglês e português para o Consulado dos Estados Unidos durante a segunda guerra mundial. Fez sua primeira interpretação simultânea antes do Brasil conhecer sua primeira cabine em 1950. Criadora do Curso de Formação de Tradutores e Intérpretes e do Departamento de Serviços de Tradução e Interpretação da Associação Alumni. Durante sua carreira, especializou-se na área de medicina, especialmente no campo de neurologia. Atualmente, ministra aulas de tradução no curso que fundou e coordena os trabalhos do escritório Ibycaba Traduções, incluindo traduções e revisões de textos das mais variadas áreas, em inglês e português.

PALESTRAS CONFIRMADAS                                                          

ANA JULIA PERROTTI-GARCIA

Tradutora, audiodescritora e intérprete freelancer Italiano> Espanhol > Português <> Inglês, traduziu >30 livros de texto e capítulos, nas áreas da saúde, economia e RH, para editoras brasileiras e internacionais. Bacharelado: Tradução/Interpretação (UniFMU SP), Especialização: Tradução (USP); Mestrado: Linguística Aplicada (PUC-SP), Doutorado: Língua e Literatura Inglesa (FFLCH USP-SP). Formada em Interpretação (PUC-SP). Professora em cursos de pós-graduação; extensão e atualização. Autora de dicionários e cursos. Palestrante nacional e internacional (Austrália, Irlanda do Norte, Inglaterra, Portugal, EUA). Membro ABRATES, Grupo de Estudos de Tradução e Adaptação (GREAT-USP), American Translators Association (ATA-EUA), International Medical Interpreters Association (IMIA).

Doze bombas que podem cair no colo do tradutor de textos da saúde, e como desarmá-las

A tradução de textos da saúde sempre deve ter como objetivo principal a precisão e a alta qualidade do produto final, principalmente porque dela depende a integridade física de muitas pessoas. Contudo, nem sempre é fácil conseguir realizar uma tradução nos padrões esperados, e em alguns casos a melhor solução pode ser desistir do trabalho, e informar o cliente que não irá aceitar o projeto, ou tomar medidas preventivas (ou curativas) para contornar as situações mais complexas. As assim chamadas “bombas” (explosivas, bombásticas, estrondosas) precisam ser evitadas ou desarmadas, para que não acabem “detonando” sua carreira profissional. Entre as bombas mais frequentes, selecionamos doze que costumam surgir na vida dos tradutores de textos da área médica. Algumas são ligadas ao conteúdo (clientes que querem interferir na tradução, erros no original, termos complexos e frequentemente mal traduzidos), outras ao formato de apresentação do texto (originais entregues impressos ou em formato não editável, textos manuscritos, com abreviações ou transcritos, excesso de tabelas e figuras, extensões de arquivos não conhecidas). Algumas são de natureza tecnológica (contagem de palavras, tipo de ferramenta) e outras são linguísticas (problemas de conflito terminológico entre glossários e memórias, glossários com sugestões imprecisas). Pelo fato de lidar com saúde e doença, há ainda problemas ligados ao assunto: textos com “finais tristes” e temas relacionados a doenças ou procedimentos aos quais o tradutor ou entes queridos tenham sido submetidos são passíveis de dificultar o trabalho do profissional, que pode não conseguir a “imparcialidade” e o distanciamento necessários para realizar uma tradução com precisão. Com base em nossa vivência de mais de 20 anos com tradução na área, apresentaremos exemplos autênticos e algumas sugestões de soluções para cada uma das situações.

                                    

DENISE BOBADILHA

Tradutora e intérprete de conferência com formação pela Associação Alumni (Diploma Pleno) e mais de 20 anos de experiência como editora, redatora e repórter em revistas, jornais, websites e projetos corporativos.

Apaixonada por aprender sempre e assumir projetos desafiadores.

A sala de aula nas suas mãos: como se especializar na área da saúde usando ferramentas digitais de educação

Os cursos online e abertos (MOOC, massive open online course, na sigla em inglês) são excelentes para aprimorar conhecimento na área de saúde. Podem ser feitos de qualquer lugar (até com aulas no celular) e no tempo do estudante e abrangem todas as áreas do conhecimento. E sem tédio: as aulas são dinâmicas, disponíveis em vídeos, tutorias, exercícios e grupos de discussão. Algumas das melhores universidades do mundo – como Yale, Johns Hopskins, University of Geneva, Duke e outras – ofereceram cursos online e abertos especiais na área de saúde e medicina. As ferramentas digitais de educação para formação remota ajudam a obter vocabulário, enriquecem glossários e “internalizam” conceitos para facilitar o trabalho na área. São fundamentais para intérpretes e também colaboram (e muito) com o trabalho do tradutor na área de saúde.

Para abordar o tema, a palestrante dará dicas práticas de onde procurar os melhores cursos online e abertos (inclusive aqueles com legendas em português), como se preparar para aproveitar as aulas ao máximo e evitar a procrastinação e dar exemplos de alguns MOOC úteis para tradutores e intérpretes brasileiros na área de saúde.

                         

FLÁVIA ROMANO

Psicóloga formada pela PUC-SP em 1988, e tradutora e intérprete pela Associação Alumni, em 1996. Viveu em Londres por 18 meses, onde fez um ano de mestrado em Movement Therapy. Professora de inglês por 11 anos, e de tradução médica por dois anos. Membro da APIC e SINTRA.

 

 

 

 SUZANA GONTIJO

Médica formada pela UFMG em 1985, e tradutora e intérprete pela Associação Alumni, em 1995. Tradutora juramentada inglês/português, certificada pela ATA desde 2003, credenciada pela Abrates. Publicou dois volumes da Série 1001 Termos – Glossários de Medicina. Viveu em Londres por 5 anos e, em Buenos Aires, por um ano. Membro da ABRATES, AIIC, APIC, ATA, ATPIESP, SINTRA e TREMEDICA.

 

 

ColeTIvo Intérpretes

Formado por um grupo de tradutoras e intérpretes com mais de quinze anos de experiência, o COLETIVO reúne profissionais de diversas áreas, como medicina, nutrição, fonaudiologia, psicologia, farmácia, letras, relações públicas e engenharia, que se uniram para prestar serviços de interpretação simultânea e consecutiva, além de tradução de textos técnicos e juramentados. Todas integrantes são membros da APIC – Associação Profissional de Intérpretes de Conferência.

Para aprimorar seu siglário e a coletânea de expressões comuns tradução/interpretação médica

A palestra irá abordar aspectos atuais da tradução e interpretação médica. Para este evento optamos por selecionar frases e expressões básicas (utilizadas em anamnese, exame físico, relato de casos, etc.), além de siglas e abreviações muito utilizadas em eventos médicos.

 

A participação do público será estimulada, por meio de uma folha de exercícios distribuída um pouco antes da palestra. Desta forma, esperamos interagir com os participantes de forma mais dinâmica, oferecendo material para consulta posterior, que poderá ser útil para futuros trabalhos de tradução e/ou interpretação.

 

MYLENE QUEIROZ

Mestre em Estudo da Tradução pela Universidade Feederal de Santa Catarina é idealizadora e co-diretora do Projeto de Formação de Intérpretes Interpret2B. Desenvolveu o Currículo e professora de Interpretação da Área da Saúde (português) no programa de Mestrado de Interpretação de Conferências (MIC) da Glendon, Universidade de York, Canadá, onde também atua como professora desde 2012. Atuou como professora de Metodologia de Pesquisa em Interpretação na Pós-graduação em Interpretação de Conferência da Estácio de Sá. Presidente da Divisão Brasileira da IMIA (Associação Internacional de Intérpretes da Área da Saúde).

IZABEL SOUZA

Educadora e pesquisadora na área de interpretação e tradução. Atuou como professora em Boston University, Cambridge College, e Osaka University. Suas pesquisas e publicações geram em torno dos seguintes temas : certificação, competências profissionais fundamentais do intérprete, com ou sem especialização, o processo de profissionalização, e do trabalho intercultural do intérprete médico. Ex presidente e diretora executiva da Associação Internacional de intérpretes médicos e ex secretário geral da Federação Internacional de Tradutores. Líder de projeto de desenvolvimento da norma internacional para intérpretes médicos da Organização Internacional para Padronização Co-fundadora do primeiro sistema nacional (EUA) de certificação para a interpretação médica. No momento a Dr. Souza oferece serviços educativos e consultoria como autônoma.

O desenvolvimento da interpretação médica no Brasil: uma comparação com o desenvolvimento da especialização nos EUA

A demanda por serviços de interpretação (e tradução) para garantir o acesso de pacientes com barreiras linguísticas é uma realidade em diversos países, dada especialmente a fenômenos como criação de políticas de inclusão de comunidades falantes de línguas minoritárias e novos fluxos migratórios. Padrões internacionais de comunicação no atendimento médico estão se propagando em várias partes do mundo. Inclusive existem requerimentos para o credenciamento internacional de hospitais. No entanto, pouco ainda se discute no Brasil sobre esta demanda, sobre a necessidade de formação de intérpretes especializados e qualificados para atuar em contextos hospitalares e sobre a entrada e reconhecimento desses intérpretes no mercado. De forma geral, hospitais e clínicas no Brasil ainda contam apenas com a proficiência linguística de alguns indivíduos voluntários para auxiliar pacientes não fluentes no Brasil a comunicar-se com os que prestam serviços médicos – sem as competências necessárias para a interpretação. Ainda que haja um perceptível aumento de pacientes com limites de fluência da língua portuguesa, os hospitais não estão cientes dos riscos e de sua responsabilidade em prover uma interpretação médica qualificada. De qualquer forma, não existe formalmente uma especialização institucionalizada no Brasil. Com base em resultados na pesquisa de mestrado de Mylene Queiroz e o trabalho da Dra. Izabel Souza, bem como nas pesquisas pessoais feitas por ambas, ao longo dos últimos cinco anos, esta palestra apresenta elementos da situação brasileira e traça um comparativo com o processo de desenvolvimento da profissionalização desta especialização nos EUA. As fases necessárias para uma profissionalização serão abordadas e abriremos o debate sobre os desafios e perspectivas atuais sobre a especialização e o seu lugar dentro da profissão de intérprete profissional já estabelecida no Brasil.

 

RENATO GERALDES

Renato Geraldes lecionou inglês durante 7 anos e foi examinador das provas de proficiência de Cambridge antes de entrar no mercado de interpretação. Graduado na Unibero em Letras – Tradutor e Intérprete e pós-graduado em Interpretação de Conferência pela Gama Filho-Estácio de Sá, é intérprete há 5 anos: 2 deles como funcionário do Aeroporto de Guarulhos e freelancer desde então. Suas principais áreas de conhecimento são saúde, finanças, agricultura e aviação.  É sócio-fundador da Lingua Franca Tradução e Interpretação.

Na ponta da língua: a pronúncia de termos médicos em inglês 

Embora frequentemente deixada de lado quando aprendemos outro idioma, a pronúncia é fundamental para a comunicação: além de conferir inteligibilidade a um discurso, ela pode aproximar (ou afastar) os falantes. Precisamos pensar não só no que falamos, mas em como falamos.

A relevância da pronúncia é mais evidente para os intérpretes, já que a comunicação oral é a base do seu trabalho. Mas e os tradutores? Não seria importante saberem pronunciar as palavras? Em interações com colegas e clientes, por exemplo, pronunciar os termos dessa área de forma correta certamente reforça uma boa imagem profissional.

O inglês já é famoso por ter um abismo entre a pronúncia e a ortografia das palavras. Porém, quando chegamos à área médica, nos deparamos com um mar de termos ainda mais complexos, que costumam ser difíceis de pronunciar. Será que temos como saber como as palavras são pronunciadas?

Nesta palestra, vamos explorar um pouco do universo da pronúncia e analisar regras, tendências, etimologia, sufixos e prefixos que podem nos nortear, bem como algumas fontes onde podemos consultar e confirmar, a(s) maneira(s) correta de pronunciar os termos.

 

DRA. SUSI MARIA CORTES QUEVEDO

Graduada em Enfermagem e Obstetrícia pela Universidade Mogi das Cruzes, Mestre em Educação (Psicologia da Educação) pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, Docente do Ensino Superior, Especialista em Saúde Pública. Experiência profissional na área da Gestão Pública com ênfase em Administração, Saúde Coletiva, Gestão da Qualidade, Relações Interpessoais e Gestão de Pessoas. Docente nos cursos de Graduação, Graduação Tecnológica e MBA pela UnG e Cursos de Pós-Graduação na Faculdade Oswaldo Cruz.

Para Compreender a Bioestatística

 A palestra irá abordar o significado dos termos mais utilizados em textos de epidemiologia e bioestatística. Desta forma, selecionamos alguns cujo entendimento faz uma interface entre as ciências comuns, por exemplo, biologia, microbiologia, parasitologia e imunologia. A bioestatística é um ramo da epidemiologia que teve início nos estudos de Florence Nightingale, coletando dados importantes que se perpetuam até hoje e gerindo informações para o entendimento do processo saúde-doença e a interação entre o agente, hospedeiro e meio ambiente. E ainda, como fator predisponente de doenças (exposição ao agente), onde os encontramos (incidência, prevalência) e como devemos interpretar esses dados obtidos em estudos epidemiológicos de vários tipos e em populações diferentes (amostras, variáveis).  Neste sentido, a Bioestatística tornou-se uma ferramenta fundamental para o planejamento, organização e operacionalização de estratégias de promoção, proteção e prevenção da saúde pública.   E por fim, apropriar-se deste universo e dos estudos epidemiológicos auxiliará, de forma relevante, ao profissional tradutor e intérprete no momento da escolha entre os termos mais adequados para cada situação exposta, agregando ao texto uma maior qualidade e naturalidade para o leitor ou ouvinte.

 

 MESA-REDONDA                                                                         

Interpretação de Conferência na Área da Saúde 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

DAVID COLES 

Tradutor e intérprete. Formado em Literatura Inglesa pela Universidade de Cambridge (1979). Possui Mestrado na área de Educação (M.Ed in TEFL) pela UWIST, Cardiff (1983). No Brasil desde 1985, tendo morado em Brasília, Porto Alegre, e São Paulo. Possui o “Diploma in Translation” do Institute of Linguists da Inglaterra e o “Diploma Pleno” do Curso de Formação de Tradutores e Intérpretes da Associação Alumni (SP), do qual foi, posteriormente, Coordenador do Curso de Tradução e Interpretação de 2000 a 2002. Lecionou, também, no curso de Interpretação da PUC, 1999-2000. Participou de todos os quatro seminários do Curso “Training of Trainers” da AIIC (Association Internationale des Intérprètes de Conférences) entre 2003 e 2006. Atuou na formação de intérpretes no InterSTUDIO, onde foi diretor técnico, de 2003 a 2010. Continua formando intérpretes dando aula nos cursos ‘crowd-funded’ EPIC, realizados nas férias de julho.

 

KARINA FLOSI

Formada em Comunicação Social pela USP e tradução e interpretação pela Associação Alumni, com passagem pelos cursos de bacharelado em Bioquímica e Ciências Biológicas.Tradutora freelancer desde 2005 com vasta experiência em tradução de estudos clínicos, artigos médicos, marketing farmacêutico, certificações de qualidade de serviços de saúde, e saúde ocupacional. Atua no mercado de interpretação simultânea desde 2011, com foco nas áreas de medicina e saúde. Membro da APIC.

 

 

 

 

 

 

LUCIANA PIVA 

Bacharel e mestre em Ciências Biológicas pela USP, Luciana formou-se tradutora e intérprete na Associação Alumni em 1998. Foi convidada a ser sócia do EIC em 2004. A maioria dos eventos em que trabalha é na área médica.

 

 

 

 

 PATRIZIA COPPOLA

Intérprete de Conferência com diploma de Tradução e Interpretação - Associação Alumni.

Graduada em Comunicação Social e Bacharel em Relações Públicas.

Atua ativamente na profissão há mais de 20 anos com experiência nas diversas áreas da saúde, interpretando eventos e congressos médicos, visitas de acreditação hospitalar e lançamento de produtos para empresas do setor farmacêutico.

Membro do grupo ColeTIvo - www.coletivointerpretes.com.br

Membro APIC (Associação Profissional de Intérpretes de Conferência - Brasil)

Membro AIIC (Associação Internacional de Intérpretes de Conferência - Genebra)

 

 

 

OFICINAS CONFIRMADAS                                                             

ANA JULIA PERROTTI-GARCIA

Tradutora, audiodescritora e intérprete freelancer Italiano> Espanhol > Português <> Inglês, traduziu >30 livros de texto e capítulos, nas áreas da saúde, economia e RH, para editoras brasileiras e internacionais. Bacharelado: Tradução/Interpretação (UniFMU SP), Especialização: Tradução (USP); Mestrado: Linguística Aplicada (PUC-SP), Doutorado: Língua e Literatura Inglesa (FFLCH USP-SP). Formada em Interpretação (PUC-SP). Professora em cursos de pós-graduação; extensão e atualização. Autora de dicionários e cursos. Palestrante nacional e internacional (Austrália, Irlanda do Norte, Inglaterra, Portugal, EUA). Membro ABRATES, Grupo de Estudos de Tradução e Adaptação (GREAT-USP), American Translators Association (ATA-EUA), International Medical Interpreters Association (IMIA).

Como o corpus customizado pode auxiliar o tradutor e intérprete de textos médicos

Contextualização: A linguística de corpus e suas ferramentas computacionais são ativos extremamente úteis aos linguistas, dicionaristas e tradutores. A coleta e utilização de corpus têm sido explorada em diferentes áreas da tradução e da interpretação. No caso dos tradutores das ciências da saúde, a importância da precisão terminológica é um tema constante e sempre presente nas reflexões sobre qualidade da tradução. A medicina é um campo com grande número de subáreas e cada uma delas têm sua terminologia e fraseologia específicas, além de compartilhar termos e expressões com outras áreas médicas. Isso torna praticamente impossível para o tradutor ter controle e conhecimento de todos os termos de uma determinada área. Mesmo quando o cliente fornece material de apoio, a falta de tempo e os prazos curtos impedem que o tradutor leia todos os documentos enviados como fontes de ajuda terminológica e contextual. Metodologia: O programa computacional utilizado (AntConc, versão 3.4.4, para Windows) é gratuito e disponível livremente para ser baixado pelos alunos, tanto durante a oficina quanto em suas máquinas, depois do curso. Utilizando concordanciadores (geradores de linhas de concordância com palavras de busca centralizadas e circundadas por um horizonte de palavras em número pré-determinado), listadores de palavras (classificadas por ordem alfabética, frequência e podendo ser agrupadas em bigramas, trigramas etc) e outras funcionalidades computacionais (como recuperação do texto completo, o que permite ao usuário ter acesso ao restante do texto rapidamente), o tradutor pode explorar rapidamente uma quantidade muito grande de textos, obtendo resultados consistentes, seguros e extremamente úteis. A partir de exemplos autênticos, trabalharemos alguns textos em português, que permitirão que a oficina seja realizada por tradutores de qualquer par de idiomas. Os textos usados, embora autênticos, serão adaptados, por questões de sigilo e contratos de confidencialidade assinados com os clientes. Para textos públicos, ou seja, disponíveis na internet, as alterações serão mínimas, apenas visando preservar as fontes, principalmente em casos de textos com problemas de tradução ou redação. Sempre partindo de exemplos autênticos e de alta ocorrência nos principais gêneros textuais e ramos das ciências médicas, esta oficina procurará trazer tópicos que atraiam o interesse e sejam úteis para o maior número possível de tradutores e intérpretes que tenham o português como uma de suas línguas de trabalho. O uso de apresentação em Power Point com ilustrações de equipamentos, estruturas anatômicas e instrumentos trará uma concretude maior para a os textos trabalhados na oficina, salientando diferenças e semelhanças entre os termos apresentados e mostrando o quanto o corpus customizado pode ajudar os tradutores a terem um melhor desempenho, sem perda de tempo e a custo mínimo. Conclusão: As ferramentas computacionais ajudam o tradutor a pesquisar textos de forma ordenada, sistematizada e rapidamente reprodutível, com resultados superiores às buscas feitas diretamente na internet. Coletar e usar corpora customizados acelera a pesquisa e melhora a produtividade, aumenta a qualidade e traz naturalidade e idiomaticidade para os textos traduzidos.

 

LUIZA LEVY LEHMAN

Luiza Levy é tradutora e intérprete com foco na área da saúde. É formada pelo curso de Tradutores e Intérpretes da Associação Alumni, onde também fez o curso de Interpretação em Cenários Médicos. Atualmente, trabalha com tradução escrita e interpretação consecutiva e simultânea nas línguas português e inglês em diversas áreas, especialmente saúde, educação, textos jornalísticos e marketing, incluindo focus groups. Além disso, é professora de tradução escrita e interpretação consecutiva na Associação Alumni. Seu conhecimento e paixão pela área de pronúncia e sotaques vem de longa data, desde que ensinava inglês para imigrantes e refugiados em Vancouver no Canadá, tendo então adquirido muita experiência nessa área. 

English pronunciation for interpreters

Esta oficina prática tem o objetivo de ajudar intérpretes da área de saúde a melhorar sua pronúncia para trabalhos de interpretação simultânea, consecutiva e intermitente. O trabalho do intérprete em cenários médicos envolve enorme responsabilidade, e a pronúncia incorreta pode atrapalhar e até impedir a comunicação clara em um contexto em que o entendimento é de suma importância.

Em um cenário de tecnologia avançada, em que o acesso a informações é relativamente fácil, esta palestra trará uma visão geral dos parâmetros de pronuncia da língua inglesa, de forma que, após a oficina, os intérpretes tenham o entendimento necessário para utilizarem suas pesquisas de forma mais prática. Uma das estratégias usadas para isso, será a introdução/refresher dos IPA symbols.

A oficina apresentará a diferença sonora e física da percepção e produção de sons das vogais em inglês (por exemplo beat vs. bit; men vs. man) que apresentam desafios para falantes de português. Outra característica que gera certa dificuldade de pronuncia é a presença de sufixos com terminações em consoantes na língua inglesa. Esta questão será abordada por meio de exemplos das construções, com foco na terminologia da área de saúde. Além disso, trataremos da importância e estratégias de entonação, com foco no ritmo da língua inglesa em comparação ao português (content based vs syllable timed) para garantir uma pronúncia sem problemas de entendimento.

Para isso, a oficina incluirá uma apresentação teórica dos mecanismos da produção na pronuncia do inglês, exemplos e exercícios práticos e apostilas com atividades individuais de pronúncia e estratégias de follow-up para que os intérpretes possam fazer um acompanhamento pessoal do desenvolvimento dessa habilidade.

MINICURSOS CONFIRMADOS                                                         

FÁBIO PONTES DE ANDRADE

Graduado em Tecnologia em Radiologia pela Universidade Nove de Julho - Uninove. Pós-graduado em Anatomia Funcional e Clínica pela Faculdade Redentor. Docente no curso Técnico em Radiologia.

Sistema Cardiovascular

Este minicurso tem como objetivo a introdução ao conceito de Sistema Cardiovascular, seus componentes e funções. Os temas serão agrupados em módulos: sistema cardiovascular; anatomia e função do coração; circulação pulmonar; circulação sistêmica; sistema linfático. Os módulos serão ministrados de forma interativa, demonstrando aspectos anatômicos e fisiológicos, utilizando terminologias médicas atuais. 

 

PATRÍCIA GIMENEZ CAMARGO

Doutoranda em Estudos da Tradução (USP) desenvolvendo pesquisa em Interpretação Médica. Mestre em Linguística pela Universidade Cruzeiro do Sul. Possui graduação em Letras, tradutor-Intérprete pelo Centro Universitário Ibero-Americano de Letras e Ciências Humanas (1993). Pós-graduada em Gramática da Língua Inglesa e Gestão Escolar. Atualmente é coordenadora do curso de Tradução e Interpretação da Universidade Nove de Julho. Ministra disciplinas de interpretação e orienta pesquisas em interpretação médica. Professora do Curso de Interpretação em Cenários Médicos da Associação Alumni/SP. Palestrante em conferências nacionais e internacionais sobre interpretação médica. Membro da IMIA (International Medical Interpreters Association).

Intérprete comunitário em cenários médicos? Quem? Eu?

A interpretação comunitária ainda é pouco difundida no Brasil. Roberts (1995) definiu a interpretação comunitária como aquela que permite a falantes não fluentes na(s) língua(s) do país a se comunicarem com aqueles que fornecem serviços públicos,  a fim de facilitar acesso total e igualitário aos serviços jurídicos, de saúde, de educação, governamentais e serviços sociais.

A interpretação comunitária em cenários médicos, por sua vez, está intimamente ligada aos serviços de assistência social e ao voluntariado. O profissional que atua em interpretação comunitária deve ter alguns conhecimentos muito peculiares, entre eles, o registro de língua, a facilidade de estabelecer comunicação com o paciente, entre outros. Ainda, o papel desempenhado pelo intérprete é completamente diferente daquele desempenhado na interpretação simultânea.

O minicurso tem por objetivo discutir as características e a atuação de intérpretes comunitários, tantos dos que já atuam no mercado da interpretação comunitária em cenários médicos quanto os que desejam iniciar uma carreira em interpretação comunitária na área. 

ATIVIDADE PRÁTICA PARA A SAÚDE DO TRADUTOR                     

MARTHA GOUVEIA DA CRUZ

Tradutora/Intérprete há mais de 30 anos, tendo trabalhado prioritariamente nas áreas de psicologia, humanas e espiritualidade. Intérprete oficial de Jean-Yves Leloup no Brasil de 2002 a 2006. Psicóloga formada pela Universidade Mackenzie com pós-graduação em Psicologia Analítica (Univ. São Marcos), Psicoterapia Junguiana e Abordagens Corporais (Unisãopaulo), e Gerontologia e Arte (PUCSP), tendo atuado profissionalmente como psicoterapeuta e tradutora/intérprete nos Estados Unidos, França e Brasil.

 

Prazos apertados, procrastinação, sotaques difíceis, e uma série de outros fatores, acabam gerando tensão emocional e física. O objetivo desta atividade é trabalhar a consciência corporal - por meio de exercícios, técnicas corporais como a Calatonia, os toques sutis, a respiração, e os relaxamentos - visando promover a saúde e o bem-estar do tradutor/intérprete.